Relatório  & Contas 2014 Uma fórmula de sucesso
Para navegar mais facilmente
Arraste para uma navegação livre
Utilize as setas na orientação que pretende
Menu para aceder a todos os capítulos
Relatório  & Contas 2014
Mensagem do Presidente
CONTAS CONSOLIDADAS E INDIVIDUAIS

01 Mensagem do Presidente

"A melhoria da estrutura financeira da empresa foi reconhecida com a obtenção de uma notação de rating “investment grade” por parte da agência de notação financeira Moody’s."

Mensagem do Presidente

2014 foi, para a economia portuguesa, marcado pelo termo do Programa de Assistência Económica e Financeira e pelo surgimento de sinais de retoma. O PIB conheceu um crescimento de 0,9%, prosseguiu o esforço de consolidação das contas públicas, com o deficit a situar-se em 4% mas a dívida pública a atingir 128,7% do PIB. Também se verificou uma redução da taxa de desemprego face a 2013 (de 15,4% para 13,9%). Apesar destes sinais, o consumo de energia continuou em queda: -0,7% na eletricidade e -5,4% no gás natural. Facto que terá contribuído para uma orientação pró-cíclica por parte das autoridades no que respeita aos investimentos no setor.

No âmbito mais amplo da União Europeia, foi dado um passo importante na construção do mercado europeu de energia e na defesa da segurança energética da Europa, no Conselho Europeu de 23 e 24 de outubro de 2014.

Os Estados membros (EM) acordaram no reforço da capacidade das interligações entre si, estabelecendo como objetivo um mínimo de 10% até 2020, como etapa relevante para alcançar os 15% previstos no horizonte 2030. Foi igualmente considerado urgente o desenvolvimento dos projetos incluídos na lista de “Projetos de Interesse Comum (PIC)”, já aprovada, e novos projetos prioritários serão acrescentados se aqueles se revelarem insuficientes para alcançar o objetivo dos 10%.

Em termos de segurança energética, foi sublinhada a promoção da plataforma de gás no Sul da Europa, através dos projetos PIC neste setor, como suporte da garantia de abastecimento da União Europeia e da diversificação das rotas e dos fornecedores de gás.

Já no início de 2015, foi assinado em Bruxelas um documento conjunto em que as empresas gestoras de redes elétricas em Portugal, Espanha e França, respetivamente REN, REE e RTE, acordaram uma estratégia comum para a interligação da Península Ibérica ao Centro da Europa.

Para a REN, o ano começou praticamente com o anúncio da inesperada renúncia do presidente e CEO, Rui Cartaxo, a menos de um ano do fim do mandato.

Assumi a responsabilidade de assegurar a transição. Os períodos de transição, mesmo quando encarados de forma ativa como foi minha preocupação, são sempre demasiado curtos ou demasiado longos. Demasiado curtos para as grandes viragens estratégicas e estruturais; demasiado longos para a eficaz gestão de expectativas.

O que procurei foi sempre não adiar toda e qualquer decisão que devesse ser tomada e não precludir opções de fundo que requeressem um horizonte mais longo. Foi ainda possível, e em simultâneo, preparar um acordo com os principais acionistas sobre um novo modelo de governo para a empresa e proceder ao recrutamento de um novo CEO, Rodrigo Costa. Cooptado como administrador em dezembro, assumiu responsabilidades executivas no início de fevereiro de 2015.

A primeira tarefa foi a conclusão do processo de privatização com a venda das ações (11%) que o Estado ainda detinha através da Parpública e da Caixa Geral de Depósitos. A performance do título era penalizada pela sua limitada liquidez, resultado em grande medida do baixo free-float das ações. Esta dificuldade foi significativamente atenuada com a venda a investidores internacionais, tendo o volume médio diário de ações negociadas mais do que triplicado. Outro aspeto, e não menos relevante, foi a completude institucional, com a integral separação de funções entre concedente (o Estado Português) e a concessionária (REN) agora detida a 100% por acionistas privados.

Também, no plano institucional, deve assinalar-se o avanço do processo de certificação da REN como TSO, de acordo com os normativos comunitários e a lei portuguesa, com a publicação em 4 de setembro de 2014 da competente Decisão da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). A certificação estava ainda sujeita a um conjunto de condições, algumas já entretanto supridas, outras que deverão ser objeto de deliberação da Assembleia Geral da empresa.

O cumprimento rigoroso das obrigações decorrentes das concessões continuou a ser um eixo primordial da nossa conduta, com a manutenção de elevados parâmetros de qualidade e economicidade do serviço assegurado às entidades produtoras, comercializadoras e distribuidoras, bem como na gestão dos sistemas a nível nacional e na interação com os mercados exteriores, designadamente o ibérico.

Em 2014 registámos o segundo melhor desempenho de sempre em qualidade de serviço na eletricidade, com um Tempo de Interrupção Equivalente (TIE) de 1,2 segundos na eletricidade.

De destacar ainda a inauguração, no primeiro semestre, da interligação elétrica de Tavira à região espanhola de Andaluzia, um importante contributo para a integração do mercado ibérico de eletricidade em benefício dos consumidores dos dois países.

A melhoria da estrutura financeira da empresa foi reconhecida com a obtenção, em junho de 2014, de uma notação de rating “investment grade” por parte da agência de notação financeira Moody’s.

A REN já beneficiava de idêntica notação de risco por parte da agência Fitch desde janeiro de 2013, mas a nova notação contribuiu para um clima mais favorável por parte dos nossos credores e abriu as portas para futuras emissões de dívida a custos significativamente mais baixos.

Decisão relevante em matéria de infraestruturas foi a assinatura do contrato para o trespasse parcial da concessão de armazenagem de gás natural detida pela Galp. Neste momento, aguarda-se apenas a autorização do Governo, uma vez obtidos pareceres favoráveis da Autoridade da Concorrência e da ERSE. Assim, o papel da REN na cadeia de valor do gás natural ganhará uma definição total, ficando a ser o único player no mesmo espaço regulado e colocando à disposição dos demais intervenientes, e em igualdade de condições, as infraestruturas nacionais de armazenagem.

Em dezembro, foi aprovado pela ERSE o regulamento tarifário para o triénio 2015-2017. O novo quadro regulatório mantém, no essencial, o quadro concetual anterior mas inculca, pela contração de alguns incentivos e pela drástica redução da taxa remuneratória – declinada da evolução das taxas de juro soberanas –, um exigente desafio de aumento da eficiência e de redução de custos, sem afetar a qualidade de serviço prestado pela REN. Como a redução de custos, designadamente os financeiros, não se processa no mesmo ritmo temporal, o impacto na remuneração dos ativos regulados traduzir-se-á inevitavelmente pela diminuição dos nossos proveitos. Este efeito, em parte previsível, conjugado com a também antecipável orientação restritiva quanto a novos investimentos no espaço nacional, reforça a necessidade de encontrar, através da diversificação geográfica do negócio da REN, novas fontes geradoras de receitas, aproveitando plenamente as reconhecidas capacidades técnicas e o know-how que a empresa dispõe. Neste sentido, temos vindo a reforçar a capacidade de despistagem e avaliação de novas oportunidades de negócio, tanto em termos de investimento como de prestação de serviços.

Já no início de 2015 foi possível concluir as negociações para um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que veio a ser subscrito por todos os sindicatos representativos dos trabalhadores da REN. A denúncia do anterior ACT, que abrangia apenas parte do universo laboral da empresa, ocorreu em 2012 e a existência de diferentes normativos impunha, pelo decurso do tempo e pela assimetria das situações, a procura de uma solução que contribuísse para a equidade e o reforço do sentido de identidade e pertença no interior da REN. O novo ACT contribui ainda para um mais adequado ajustamento à realidade do grupo da gestão dos recursos humanos e da organização do trabalho. A Lei do Orçamento para 2014 aprovou a criação de uma Contribuição Extraordinária para o Setor Energético (CESE) que tornou três empresas do grupo REN – Rede Eléctrica Nacional, REN Gasodutos e REN Armazenagem sujeitos passivos da referida contribuição extraordinária. Dadas as fundadas dúvidas que suscitou e atento o pesado impacte que a CESE teria nos resultados do Grupo, iniciou-se um aprofundado processo de avaliação da respetiva legalidade. Assim, e por o mesmo não estar concluído, foi decidido e oportunamente comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários que a REN não procederia à autoliquidação da CESE.

Já no corrente ano e perante a notificação apresentada pela Autoridade Tributária, a REN procedeu à liquidação da CESE e comunicou que, dadas as fundadas dúvidas sobre a sua licitude, iria proceder à sua impugnação judicial.

O efeito negativo cumulativo do novo quadro regulatório para a eletricidade e da CESE (entretanto renovada para o corrente ano pela Lei do Orçamento de 2015) traduz-se numa pesada penalização dos resultados da REN. Situação que altera profundamente os pressupostos em que os investidores na REN terão baseado as suas decisões e que contraria legítimas expectativas de previsibilidade da atuação do setor público.

Eis mais um desafio que a gestão terá de enfrentar em 2015 e que reforça as razões para prosseguir, sem quartel, a procura de ganhos de eficiência operativa e financeira, bem como a diversificação do negócio da REN noutras geografias.




2.1 PERFIL

BREVE DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE DA EMPRESA

A REN tem como atividade principal a Gestão de Sistemas de Transporte de Energia, marcando presença nas áreas da eletricidade e do gás natural

Na Europa é um dos poucos operadores com esta caraterística:

  • na eletricidade, através do transporte em Muito Alta Tensão (MAT) e da Gestão Técnica Global (GTG) do sistema elétrico nacional, na medida em que a REN – Rede Eléctrica, S.A., sociedade detida integralmente pela REN, é titular da concessão de serviço público por 50 anos, situação que vigora desde 2007;
  • no gás natural, através do transporte em Alta Pressão (AP) e da GTG do sistema nacional de gás natural, da receção, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito e do armazenamento subterrâneo de gás, a REN Gasodutos, S.A., a REN Atlântico – Terminal de GNL, S.A. e a REN Armazenagem, S.A. (respetivamente), sociedades do Grupo REN, são titulares de concessões de serviço público por 40 anos desde 2006.

A REN, através da REN Trading, S.A., promove a gestão da energia a adquirir a dois centros eletroprodutores, no âmbito de contratos de aquisição de energia que não foram objeto de cessação antecipada.

Desde 2002, a REN encontra-se também presente no setor das telecomunicações através da RENTELECOM – Comunicações, S.A., constituída com o propósito de explorar a capacidade excedentária das redes de telecomunicações de segurança, essenciais ao suporte da gestão do sistema do transporte de eletricidade e de gás natural.

 

Em outubro de 2010, o Estado Português atribuiu à ENONDAS, Energia das Ondas, S.A., sociedade detida integralmente pela REN, uma concessão para a produção de energia das ondas numa zona piloto a norte de São Pedro de Moel. A concessão tem um prazo de 45 anos e inclui a autorização para a implantação das infraestruturas de ligação à rede elétrica pública.

Um conjunto de funções de negócio do Grupo é executado pela REN Serviços, S.A. (REN Serviços) designadamente funções de apoio às concessões e de back-office. Para além destas ações de suporte, a REN Serviços funciona como extensão comercial da REN, prestando serviços de consultoria e/ou de engenharia, dentro do setor energético, a terceiros.

3.1.1 INDICADORES FINANCEIROS

A RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA MUNDIAL CONTINUOU EM 2014

Esta aceleração, bastante modesta, reflete no entanto diferenças bastante significativas entre as várias regiões.

ECONOMIA MUNDIAL1

A recuperação da economia mundial continuou em 2014, esperando-se um crescimento da atividade económica de +3,3% (vs. +3,1% em 2013). Esta aceleração, bastante modesta, reflete no entanto diferenças bastante significativas entre as várias regiões.

Focando a análise nas economias desenvolvidas, de referir as melhorias sentidas na União Europeia (crescimento esperado de +1,3%), após um crescimento nulo em 2013. Para este desempenho contribui de forma decisiva a estabilização da zona euro, que após contrair -0,5% em 2013 deverá crescer +0,8% em 2014, e do bom desempenho de outros países da UE (como o Reino Unido, com um crescimento de +3,1% em 2014 (+1,7% em 2013)). Os Estados Unidos deverão apresentar um crescimento semelhante a 2013 (+2,2%, o mais elevado das economias desenvolvidas, beneficiando de melhorias no mercado de trabalho e condições de financiamento favoráveis), enquanto no Japão, a implementação de medidas de consolidação fiscal contribuíram para a redução do crescimento do PIB de +1,5% em 2013 para +1,1% em 2014.

As economias emergentes apresentam evoluções díspares: pela negativa, de destacar o impacto de tensões geopolíticas na Rússia (crescimento de apenas +0,3% em 2014, após um aumento de +1,3% em 2013), e do impacto da redução do preço das matérias-primas na América Latina (crescimento esperado de +1,4% em 2014, metade do aumento de +2,7% registado em 2013). Em sentido contrário a África subsariana cresce +5,2% em 2014 (+4,9% em 2013) e a Ásia (excluindo Japão) +6,1% (inalterado face a 2013). De referir que o crescimento da Ásia permanece constante apesar do rebalanceamento em curso na economia Chinesa (aumento do peso do consumo interno por contrapartida de reduções no nível do investimento), e cuja taxa de crescimento do PIB deverá reduzir-se de +7,6% em 2013 para 7,3% em 2014.

 

PIB ZONA EURO
+ 0.8% EM 2014

ZONA EURO2

Após uma contracção do PIB de -0,5% em 2013, a Zona Euro deverá crescer +0,8% durante 2014. Apesar desta melhoria, o crescimento continua abaixo da UE no seu todo, e das outras economias desenvolvidas, dada a relativamente elevada taxa de desemprego, a persistência de desequilíbrios macro económicos em vários países da região e o reduzido ritmo de implementação de reformas estruturais. Apesar destes efeitos, o consumo privado (crescimento de +0,7% em 2014 vs. -0,6% em 2013) e o investimento (+0,6% em 2014 vs. -2,5% em 2013) inverteram a tendência de queda; o consumo público deverá acelerar (+0,6% em 2014 vs. +0,2% em 2013) e as exportações líquidas continuam a contribuir positivamente para o crescimento (contribuição positiva de +0,1 pp em 2014). O desemprego, embora continue a níveis elevados, reduz-se de 11,9% em 2013 para 11,6% em 2014. 

TAXAS DE JURO3, 4

Durante o ano de 2014, o BCE desceu por duas vezes a sua taxa de referência, de 0,25% para 0,05%, enquanto a Reserva Federal dos Estados Unidos manteve a Fed Funds Target Rate no intervalo entre 0% e 0,25%. Em linha com a redução da taxa de referência, as taxas Euribor atingiram novos mínimos. Assim, a 31 de Dezembro de 2014, as taxas Euribor para os prazos de 3, 6 e 12 meses eram de 0,078% (que compara com 0,287% no final de 2013), 0,171% (vs. 0,389%) e 0,325% (vs. 0,556%).

 

EXPORTAÇÕES
+2.6%

ECONOMIA NACIONAL5, 6, 7

O ano de 2014 marca a continuação da retoma da economia Portuguesa, iniciada no final de 2013, e que se deverá traduzir num crescimento positivo em 2014 de +0,9%, uma inversão face ao decréscimo registado em 2013 (-1,4%). Esta evolução resulta da recuperação do consumo privado (+2,2% em 2014, vs. -1,7% em 2013) e do investimento (+2,2% em 2014 vs -6,6% em 2013), assim como da redução do ritmo de contracção do consumo público (-0,5% em 2014, vs -1,8% em 2013).

A procura interna dará assim como o principal contributo para o crescimento do PIB (+2,3 pp). Em contrapartida, o aumento da procura interna deverá induzir um aumento das importações de +6,3% face a 2013, claramente superior ao aumento das exportações de apenas +2,6%. Como resultado, as exportações líquidas darão um contributo negativo para o crescimento do PIB de -1,5 pp.

Por fim, de referir a continuação (a um menor ritmo) do esforço de consolidação das contas públicas, devendo o défice público reduzir-se de 4,9% em 2013 para 4,8% em 2014 (6,5% em 2012). Já a dívida pública deverá inverter a sua tendência de crescimento, reduzindo-se de 129,0% do PIB em 2013 para 127,2%.

 

IMPORTAÇÕES

+6.3%
    1 Comissão Europeia: European Economic Forecast, Autumn 2014

    2 Comissão Europeia: European Economic Forecast, Autumn 2014 – Euro Zone

    3 Taxas de Referência: ECB e FED (www.ecb.int; www.federalreserve.gov)

    4 European Money Markets Institute

    5 Banco de Portugal: Boletim Económico Inverno 2014

    6 Ministério das Finanças: Documento de Estratégia Orçamental 2014-2018

    7 Comissão Europeia: European Economic Forecast, Autumn 2014 – Portugal

4.1 ABORDAGEM DE SUSTENTABILIDADE

A BIODIVERSIDADE É, NESTE CONTEXTO, UM DOS VALORES

mais importantes para a REN na avaliação do impacte das suas infraestruturas no meio ambiente.


A informação de sustentabilidade disponibilizada neste relatório anual é referente ao ano de 2014 e abrange a atividade das empresas do Grupo REN – Rede Eléctrica Nacional S.A., REN Gasodutos S.A., REN Armazenagem S.A., REN Atlântico S.A., REN Trading S.A., REN Serviços S.A., RENTELECOM S.A. e ENONDAS S.A.

Este relatório foi elaborado de acordo com a terceira versão das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), com base nos protocolos de indicadores gerais e no suplemento setorial para o setor elétrico, tendo-se adotado e respondido de forma completa aos requisitos correspondentes ao nível de aplicação A+ da GRI, e dos princípios da norma AA1000APS.

C

C+

B

B+

A

A+

AUTODECLARAÇÃO

     ✓

VERIFICAÇÃO POR ENTIDADE EXTERNA

     ✓

AA1000APS ACCOUNTABILITY PRINCIPLES STANDARD (2008)

A aplicação dos princípios da norma AA1000APS, que a seguir se apresenta de forma sintética, teve reflexos nos vetores estratégicos, bem como nos conteúdos do presente relatório.

  • Inclusão (participação das partes interessadas no desenvolvimento e implementação da estratégia de sustentabilidade): foram definidas metodologias e processos para envolvimento e participação das várias partes interessadas. Os resultados foram integrados na revisão da estratégia de sustentabilidade da REN, facto também mencionado no capítulo referido;
  • Relevância (determinação dos temas relevantes para a REN e para as partes interessadas): para a identificação dos temas relevantes foi efetuada uma análise de benchmark a empresas de referência nacionais e internacionais, assim como às principais tendências do setor, sendo também considerados os resultados da consulta às partes interessadas, realizada em 2011 e 2013;
  • Resposta (resposta da REN aos temas relevantes, através das suas decisões, ações, desempenho e comunicação): a REN procura responder às expectativas e preocupações demonstradas especificamente por cada parte interessada, de forma individual ou global. Este relatório e o sítio da internet da REN constituem, em termos globais, as principais formas de comunicação utilizadas para divulgação da estratégia da empresa, suas iniciativas e desempenho alcançado.

5.1 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

Demonstrações consolidadas da posição financeira em 31 de dezembro de 2014 e 2013

(MONTANTES EXPRESSOS EM MILHARES DE EUROS – mEuros)


31 DE DEZEMBRO

ATIVO

NOTAS

'14

'13

NÃO CORRENTE:

  

ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS

8

682

934

GOODWILL

9

3 774

3 774

ATIVOS INTANGÍVEIS

8

3 838 228

3 877 420

PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS EM ASSOCIADAS
E EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS

10

12 575

12 155

ATIVOS DISPONÍVEIS PARA VENDA

12 e 13

144 443

156 886

INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

12 e 16

21 970

-

OUTROS ATIVOS FINANCEIROS

12

93 482

102 274

CLIENTES E OUTRAS CONTAS A RECEBER

12 e 14

86 182

81 588

ATIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS

11

65 982

67 800

4 267 320

4 302 830

CORRENTE:

  

INVENTÁRIOS

15

1 779

1 880

CLIENTES E OUTRAS CONTAS A RECEBER

12 e 14

459 785

565 923

ATIVOS DISPONÍVEIS PARA VENDA

12 e 13

62 530

-

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO A RECEBER

1112

10 219

-

OUTROS ATIVOS FINANCEIROS

12

8 864

22 728

CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

12 e 17

114 258

167 987

657 435

758 518

TOTAL DO ATIVO

7

4 924 755

5 061 349

CAPITAL PRÓPRIO

  

CAPITAL E RESERVAS ATRIBUÍVEIS AOS DETENTORES DE CAPITAL

  

CAPITAL SOCIAL

18

534 000

534 000

AÇÕES PRÓPRIAS

18

(10 728)

(10 728)

RESERVAS

19

315 621

271 634

RESULTADOS ACUMULADOS

183 896

163 356

RESULTADO LÍQUIDO CONSOLIDADO DO PERÍODO ATRIBUÍVEL
A DETENTORES DE CAPITAL

112 777

121 303

TOTAL CAPITAL PRÓPRIO

1 135 567

1 079 566

PASSIVO

  

NÃO CORRENTE:

  

EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

12 e 20

2 207 514

2 430 159

OBRIGAÇÕES DE BENEFÍCIOS DE REFORMA E OUTROS

21

126 617

126 231

INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

12 e 16

24 581

34 320

PROVISÕES PARA OUTROS RISCOS E ENCARGOS

22

4 947

4 690

FORNECEDORES E OUTRAS CONTAS A PAGAR

23

328 228

370 298

PASSIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS

11

92 270

73 956

2 784 157

3 039 654

CORRENTE:

  

EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

12 e 20

396 952

250 325

PROVISÕES PARA OUTROS RISCOS E ENCARGOS

22

2 369

1 213

FORNECEDORES E OUTRAS CONTAS A PAGAR

23

605 711

642 973

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO A PAGAR

11 e 12

-

44 935

INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

1216

-

2 683

1 005 031

942 129

TOTAL PASSIVO

7

3 789 188

3 981 783

TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO

4 924 755

5 061 349

    AS NOTAS ANEXAS FAZEM PARTE INTEGRANTE DA DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DA POSIÇÃO FINANCEIRA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014. O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS

    O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO







Demonstrações consolidadas dos resultados para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013

(MONTANTES EXPRESSOS EM MILHARES DE EUROS – mEuros)

PERÍODO FINDO EM

NOTAS

'14

'13

VENDAS

7 e 24

575

112

PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

7 e 24

570 275

575 886

RENDIMENTOS DE CONSTRUÇÃO EM ATIVOS CONCESSIONADOS

7 e 25

163 186

187 464

GANHOS E PERDAS IMPUTADAS DE ASSOCIADAS E EMPREENDIMENTOS
CONJUNTOS

10

421

(361)

SUBSÍDIOS À EXPLORAÇÃO

10

-

OUTROS RENDIMENTOS OPERACIONAIS

26

21 576

25 744

TOTAL DOS RENDIMENTOS OPERACIONAIS

756 042

788 845

CUSTO DAS VENDAS

(802)

(303)

GASTOS DE CONSTRUÇÃO EM ATIVOS CONCESSIONADOS

25

(142 794)

(162 179)

FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

27

(40 537)

(44 028)

GASTOS COM PESSOAL

28

(53 049)

(53 599)

DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES DO EXERCÍCIO

8

(202 628)

(201 242)

REVERSÕES / (REFORÇOS) DE PROVISÕES

22

(1 449)

212

IMPARIDADE RECONHECIDA NO EXERCÍCIO (PERDAS/REVERSÕES)

14 e 15

(28)

5 296

OUTROS GASTOS OPERACIONAIS

29

(11 795)

(12 750)

TOTAL DOS GASTOS OPERACIONAIS

(453 082)

(468 593)

RESULTADO OPERACIONAL

302 960

320 252

GASTOS DE FINANCIAMENTO

30

(131 735)

(162 703)

RENDIMENTOS FINANCEIROS

30

9 001

12 917

DIVIDENDOS DE EMPRESAS PARTICIPADAS

13

8 569

7 557

RESULTADO FINANCEIRO

(114 165)

(142 228)

RESULTADO CONSOLIDADO ANTES DE IMPOSTOS

188 795

178 023

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO

11

(50 953)

(56 720)

CONTRIBUIÇÃO EXTRAORDINÁRIA SOBRE O SETOR ENERGÉTICO (CESE)

35

(25 065)

-

RESULTADO LÍQUIDO CONSOLIDADO DO PERÍODO

112 777

121 303

ATRIBUÍVEL A:

  

ACIONISTAS DO GRUPO REN

112 777

121 303

INTERESSES NÃO CONTROLADOS

-

-

RESULTADO LÍQUIDO CONSOLIDADO DO PERÍODO

112 777

121 303

RESULTADO POR AÇÃO (BÁSICO E DILUÍDO) EUROS

31

0,21

0,23

    AS NOTAS ANEXAS FAZEM PARTE INTEGRANTE DA DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014.

    O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS                                                                    O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO




Demonstrações consolidadas de rendimento integral para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013

(MONTANTES EXPRESSOS EM MILHARES DE EUROS – mEuros)

PERÍODO FINDO EM

NOTAS

'14

'13

RESULTADO LÍQUIDO CONSOLIDADO DO PERÍODO

112 777

121 303

OUTROS GANHOS E PERDAS RECONHECIDOS NO CAPITAL PRÓPRIO:

  

ITENS QUE NÃO SERÃO RECLASSIFICADOS PARA RESULTADOS:

  

GANHOS / (PERDAS) ATUARIAIS

22

(2 652)

(21 987)

EFEITO FISCAL DOS GANHOS / (PERDAS) ATUARIAIS

11

(1 658)

8 955

ITENS QUE PODERÃO SER RECLASSIFICADOS PARA RESULTADOS:

  

RESERVA DE COBERTURA (COBERTURA DE FLUXOS DE CAIXA)

16

(1 282)

12 069

EFEITO FISCAL DA RESERVA DE COBERTURA

11 e 16

(198)

(3 445)

RESERVA DE JUSTO VALOR (ATIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA)

13

49 987

25 784

EFEITO FISCAL DA RESERVA DE JUSTO VALOR

11 e 13

(10 560)

(805)

VARIAÇÕES DO RENDIMENTO INTEGRAL DE ASSOCIADAS LÍQUIDAS DE IMPOSTO

-

223

ALTERAÇÃO DA TAXA DE IMPOSTO SOBRE ITENS RECONHECIDOS DIRETAMENTE NO CAPITAL PRÓPRIO

11

237

-

TOTAL DO RENDIMENTO CONSOLIDADO INTEGRAL DO PERÍODO

146 652

142 096

ATRIBUÍVEL A:

  

ACIONISTAS DO GRUPO REN

146 652

142 097

INTERESSES NÃO CONTROLADOS

-

-

146 652

142 097

    AS NOTAS ANEXAS FAZEM PARTE INTEGRANTE DA DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RENDIMENTO INTEGRAL PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014.

    O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS                                                          O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO




Demonstrações consolidadas das alterações no capital próprio para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013

(MONTANTES EXPRESSOS EM MILHARES DE EUROS – mEuros)

ATRIBUÍVEL AOS ACIONISTAS

MOVIMENTOS DO EXERCÍCIO

NOTAS

CAPITAL SOCIAL

AÇÕES PRÓPRIAS

RESERVA LEGAL

RESERVA JUSTO VALOR (NOTA 13)

RESERVA COBERTURA (NOTA 16)

OUTRAS RESERVAS

RESULTADOS ACUMULADOS

RESULTADO EXERCÍCIO

INTERESSES NÃO
CONTROLADOS

TOTAL

A 1 DE JANEIRO DE 2013

534,000

(10 728)

85 437

(4 093)

(26 612)

177 022

149 002

123 561

-

1 027 589

TOTAL DO RENDIMENTO
INTEGRAL DO PERÍODO

- - -

24 979

8 624

223

(13 032)

121 303

-

142 097

APLICAÇÃO DE RESULTADOS

- -

6 055

- - -

117 507

(123 561)

-

-

DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS

32
- - - - - -

(90 120)

- -

(90 120)

A 31 DE DEZEMBRO DE 2013

534 000

(10 728)

91 491

20 886

17 989

(177 245)

163 356

121 303

-

1 079 566

A 1 DE JANEIRO DE 2014

534 000

(10 728)

91 491

20 886

17 989

(177 245)

163 356

121 303

-

1 079 566

TOTAL DO RENDIMENTO
INTEGRAL DO PERÍODO

- - -

39 427

(1 480)

237

(4 310)

112 777

-

146 652

APLICAÇÃO DE RESULTADOS

- -

5 804

- - -

115 500

(121 303)

-

-

DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS

32
- - - - - -

(90 650)

- -

(90 650)

A 31 DE DEZEMBRO DE 2014

534 000

(10 728)

97 295

60 313

(19 468)

177 481

183 896

112 777

-

1 135 567

    AS NOTAS ANEXAS FAZEM PARTE INTEGRANTE DA DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014.

    O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS                                                          O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO




Demonstrações consolidadas das alterações no capital próprio para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013

(MONTANTES EXPRESSOS EM MILHARES DE EUROS – mEuros)

PERÍODO FINDO EM

NOTAS

'14

'13

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS:

  

RECEBIMENTOS DE CLIENTES

a) 2 459 520

a) 2 056 635

PAGAMENTOS A FORNECEDORES

 a) (1 841 765)

 a) (1 391 110)

PAGAMENTOS AO PESSOAL

(62 993)

(63 160)

RECEBIMENTO/(PAGAMENTO) DO IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO

(98 159)

(8 510)

OUTROS RECEBIMENTOS/(PAGAMENTOS) RELATIVOS À ATIVIDADE OPERACIONAL

(87 190)

(87 567)

FLUXOS DE CAIXA LÍQUIDOS DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS (1)

369 413

506 287

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO:

  

RECEBIMENTOS PROVENIENTES DE:

  

OUTROS ATIVOS FINANCEIROS

17

22 728

207 264

SUBSÍDIOS AO INVESTIMENTO

23

1 154

5 051

JUROS E RENDIMENTOS SIMILARES

7 510

8 160

DIVIDENDOS

13

8 422

7 493

PAGAMENTOS RESPEITANTES A:

  

OUTROS ATIVOS FINANCEIROS

17

-

(210 000)

SUBSCRIÇÃO DE CAPITAL DE EMPRESAS ASSOCIADAS
E EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS

10

-

(2 910)

ATIVOS DISPONIVEIS PARA VENDA

13

(100)

(100)

ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS

(8)

(498)

OUTROS ATIVOS INTANGÍVEIS - ATIVOS DE CONCESSÃO

(127 510)

(162 687)

FLUXOS DE CAIXA LÍQUIDOS DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (2)

(87 806)

(148 227)

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO:

  

RECEBIMENTOS PROVENIENTES DE:

18

  

EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

4 580 500  

2 404 391

JUROS E RENDIMENTOS SIMILARES

73

17

PAGAMENTOS RESPEITANTES A:

  

EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

(4 700 564)

(2 403 135)

JUROS E GASTOS SIMILARES

(125 493)

(163 334)

DIVIDENDOS

32

(90 650)

(90 120)

FLUXOS DE CAIXA LÍQUIDOS DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (3)

(336 134)

(252 180)

AUMENTO LÍQUIDO/(DIMINUIÇÃO) DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES (1)+(2)+(3)

(54 527)

105 880

CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA NO INÍCIO DO PERÍODO

17

167 126

61 246

CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA NO FINAL DO PERÍODO

17

112 599

167 126

DETALHE DA CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

  

DESCOBERTOS BANCÁRIOS

17

(1 659)

(861)

DEPÓSITOS BANCÁRIOS

17

114 258

167 987

112 599

167 126

    a) Estes montantes incluem os pagamentos e recebimentos relativos a atividades na qual a Empresa atua como agente, e cujos rendimentos e gastos são anulados na demonstração consolidada dos resultados.

    AS NOTAS ANEXAS FAZEM PARTE INTEGRANTE DA DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014.

    O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS                                                       O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

6.1.1 A Estrutura Acionista

I. Estrutura de capital

I.1. Estrutura de capital (capital social, número de ações, distribuição do capital pelos acionistas, etc.), incluindo indicação das ações não admitidas à negociação, diferentes categorias de ações, direitos e deveres inerentes às mesmas e percentagem de capital que cada categoria representa (art. 245.º-A, n.º 1, al. a)).

O capital social da REN – Redes Energéticas Nacionais, SGPS, S.A. (REN ou sociedade), no valor de 534 000 000 euros, encontra-se integralmente realizado, sendo representado por 534 000 000 ações da categoria A, com o valor nominal de 1 euro, sob a forma de representação escritural, na modalidade nominativa.

As ações da categoria A são ações ordinárias, pelo que não conferem direitos especiais aos seus titulares, para além dos direitos gerais inerentes à qualidade de acionista, nos termos da lei.

Até à conclusão da segunda fase de reprivatização da REN, em Junho de 2014, existiam 58 740 000 ações da categoria B e não admitidas à negociação, representando 11% do capital social da REN, que correspondiam às ações a reprivatizar detidas pela Parpública – Participações Públicas (SGPS) S.A. e pela Caixa Geral de Depósitos, S.A. – e que tinham como único direito especial a não-sujeição dos acionistas seus titulares, em nome próprio ou em representação, à limitação de voto prevista no artigo 12.o, n.º 3 do Contrato de Sociedade (vide I.5).

No seguimento da conclusão da segunda fase de reprivatização da REN, tais ações foram automaticamente convertidas em ações da categoria A, uma vez que, nos termos do n.o 4 do artigo 4.o do Contrato de Sociedade, a transmissão de ações da categoria B para entes não públicos, por efeito de conclusão de uma fase do processo de reprivatização da REN, determina a conversão automática das ações de categoria B em ações de categoria A, sem que essa conversão necessite da aprovação dos respetivos titulares ou de deliberação de qualquer órgão da sociedade.

A 31 de dezembro de 2014, estava admitida à negociação na NYSE Euronext Lisbon (Eurolist by Euronext) a totalidade das ações da REN da categoria A, correspondentes ao código PTREL0AM0008, com exceção de 213 600 000 ações na titularidade da State Grid Europe Limited e da Mazoon B.V. (vide I.2).

ESTRUTURA ACIONISTA A 31 DE DEZEMBRO DE 2014

I.2. Restrições à transmissibilidade das ações, tais como cláusulas de consentimento para a alienação, ou limitações à titularidade de ações (art. 245.o-A, n.o 1, al. b)).

Não existem limitações, nem foram pela REN tomadas medidas que prejudiquem a transmissibilidade das ações representativas do capital social da REN, as quais são livremente transacionáveis em mercado regulamentado, sem prejuízo das limitações legais (lock up) estabelecidas no âmbito da segunda fase de reprivatização da REN e aplicáveis à State Grid International Development Limited (133 500 000 ações adquiridas pela empresa-veículo State Grid Europe Limited – SGEL) e à Oman Oil Company (80 100 000 ações adquiridas pela empresa-veículo Mazoon B.V.), acionistas que adquiriram a sua participação no âmbito do processo de venda direta de referência concluído em 2012. Nos termos do artigo 5.o do Decreto-Lei n.o 106-B/2011, de 3 de novembro,e das Resoluções do Conselho de Ministros n.o 10/2012, de 19 de janeiro, e n.o 13/2012, de 8 de fevereiro, as ações adquiridas pela SGEL e pela Mazoon B.V. foram sujeitas a períodos de indisponibilidade. De acordo com os referidos diplomas e com os instrumentos jurídicos celebrados relativos às ações, os períodos de indisponibilidade encontram-se vigentes até às 00h00m do dia 25 de maio de 2016 (no caso da State Grid International Development Limited e da SGEL) e até às 23h59m do dia 24 de maio de 2016 (no caso da Oman Oil Company e da Mazoon B.V.), sendo que a indisponibilidade das ações em causa abarca quaisquer situações relativas à sua transmissão ou oneração (ainda que com eficácia futura, nomeadamente contratos-promessa e contratos de opção), parcial ou total, de forma direta ou indireta, bem como no caso de celebração de negócios jurídicos relativos às ações e que tenham por objeto a obrigação de exercício dos respetivos direitos de voto num certo sentido ou por interposta pessoa, com certas exceções definidas nos instrumentos jurídicos celebrados com as adquirentes.

No que respeita a limitações à titularidade de ações, nos termos legais, nenhuma entidade, incluindo entidades que exerçam atividade no respetivo setor em Portugal ou no estrangeiro, pode ser titular, direta ou indiretamente, de uma participação superior a 25% do capital social da REN1.

Estas limitações à titularidade de ações da REN foram introduzidas na sequência da transposição de diretivas comunitárias aplicáveis aos setores da eletricidade e do gás natural em matéria de separação jurídica e de propriedade entre o operador de transporte daqueles bens e os operadores que realizem as demais atividades em cada um dos setores, destinadas a promover a concorrência no mercado e a igualdade de acesso dos operadores às infraestruturas de transporte.

Assim, as limitações à transmissibilidade e à titularidade de ações decorrem exclusivamente de imposições legais e regulamentares, que o Código de Governo das Sociedades da CMVM não pode ter a intenção de derrogar. Nesta sequência, a não adoção da recomendação I.4. do Código de Governo das Sociedades da CMVM encontra-se plenamente justificada.

No que respeita a limitações ao exercício de direitos de voto, vide I.5 infra, acerca das limitações estatutárias decorrentes do regime legal aplicável aos setores da eletricidade e do gás.

I.3. Número de ações próprias, percentagem de capital social correspondente e percentagem de direitos de voto a que corresponderiam as ações próprias (art. 245.o-A, n.o 1, al. a))

A REN possui 3 881 374 ações próprias, com o valor nominal de 10 728 000,00 euros, representativas de 0,7% do seu capital social. Estas ações corresponderiam a 0,7 % dos direitos de voto.

I.4. Acordos significativos de que a sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem em caso de mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição, bem como os efeitos respetivos, salvo se, pela sua natureza, a divulgação dos mesmos for seriamente prejudicial para a sociedade, exceto se a sociedade for especificamente obrigada a divulgar essas informações por força de outros imperativos legais (art. 245.o-A, n.o 1, al. j))

A REN e as suas subsidiárias são parte em alguns contratos de financiamento e emissões de dívida que incluem cláusulas de alteração de controlo típicas neste tipo de transações (abrangendo, ainda que de forma não expressa, alterações de controlo em resultado de ofertas públicas de aquisição) e essenciais para a concretização de tais transações no respetivo contexto de mercado.

Em qualquer caso, a aplicação prática destas cláusulas é limitada, considerando as restrições legais à titularidade de ações da REN referidas em I.2.

Não existem outros acordos significativos de que a REN seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem, em caso de transição de controlo da sociedade ou na sequência de uma oferta pública de aquisição.

Em suma, a REN não adotou quaisquer medidas destinadas a exigir pagamentos ou a assunção de encargos pela sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do Conselho de Administração e que se afigurem suscetíveis de prejudicar a livre transmissibilidade das ações e a livre apreciação pelos acionistas do desempenho dos titulares do Conselho de Administração, sendo cumprida a recomendação I.5 do Código de Governo das Sociedades da CMVM.

I.5. Regime a que se encontre sujeita a renovação ou revogação de medidas defensivas, em particular aquelas que prevejam a limitação do número de votos suscetíveis de detenção ou de exercício por um único acionista de forma individual ou em concertação com outros acionistas

A única disposição constante do Contrato de Sociedade da REN que prevê a limitação de votos suscetíveis de detenção ou de exercício por um único acionista, de forma individual ou em concertação com outros acionistas, é o artigo 12.o, n.o 3.

Com efeito, este artigo prevê que não serão contados os votos inerentes às ações da categoria A, emitidos por qualquer acionista, em nome próprio ou como representante de outrem, que excedam 25% da totalidade dos votos correspondentes ao capital social da REN, considerando-se para o efeito os direitos de voto inerentes às ações da categoria A que, nos termos do n.o 1 do artigo 20.o do Código dos Valores Mobiliários (Código VM), lhe sejam imputáveis.  

Não obstante, o n.o 3 do artigo 12.o do Contrato de Sociedade decorre da imposição legal descrita em I.2., não visando limitar o exercício do direito de voto, mas antes assegurar a existência de um regime sancionador da violação do limite legal de titularidade de ações acima referido, pelo que a não adoção da recomendação I.3. do Código de Governo das Sociedades da CMVM se encontra plenamente justificada.

Nesta sequência, não se encontra previsto no Contrato de Sociedade qualquer mecanismo de renovação ou revogação desta norma estatutária, por a existência da mesma se dever ao cumprimento de imposições legais, pelo que a não adoção da recomendação I.4. do Código de Governo das Sociedades da CMVM se encontra plenamente justificada.

Não existem quaisquer outras medidas defensivas.

I.6. Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto (art. 245.o-A, n.o 1, al. g))

O Conselho de Administração não tem conhecimento da existência de acordos parassociais relativos à REN que possam conduzir a restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de exercício de direitos de voto.



II. Participações sociais e obrigações detidas

II.7. Identificação das pessoas singulares ou coletivas que, direta ou indiretamente, são titulares de participações qualificadas (art. 245.o-A, n.o 1, als. c) e d) e art. 16.o), com indicação detalhada da percentagem de capital e de votos imputável e da fonte e causas de imputação

Considerando as comunicações efetuadas à sociedade, nos termos do disposto no artigo 447.o do Código das Sociedades Comerciais (CSC), no artigo 16.o do Código VM e no artigo 14.o do Regulamento da CMVM n.o 5/2008, por referência a 31 de dezembro de 2014, os acionistas que detinham participações qualificadas representativas de, pelo menos, 2% do capital social da REN, calculadas de acordo com o disposto no artigo 20.o do Código VM, eram os seguintes:

STATE GRID CORPORATION OF CHINA

Nº DE AÇÕES

% CAPITAL SOCIAL COM
DIREITO DE VOTO

Diretamente

0 0%

Através da State Grid Europe Limited (SGEL), dominada pela State Grid International Development Limited (SGID), a qual é dominada pela State Grid Corporation of China

133 500 000

25,0%

Total Imputável

133 500 000

25,0%

OMAN OIL COMPANY SAOC

Nº DE AÇÕES

% CAPITAL SOCIAL COM DIREITO DE VOTO

Diretamente

0 0%

Através da Mazoon BV, a qual é dominada pela Oman Oil Company SAOC

80 100 000

15,0%

Total Imputável

80 100 000

15,0%

GESTMIN, SGPS, S.A. (GESTMIN)2

Nº DE AÇÕES

% CAPITAL SOCIAL COM DIREITO DE VOTO

Diretamente

31 046 951

5,81%

Através de Manuel Carlos de Melo Champalimaud, enquanto acionista maioritário da Gestmin e Presidente do Conselho de Administração.

280 000

0,05%

Total Imputável

31 326 951

5,86%

EDP - ENERGIAS DE PORTUGAL, S.A. (EDP)

Nº DE AÇÕES

% CAPITAL SOCIAL COM DIREITO DE VOTO

Diretamente

18 690 000

3,5%

Através da EDP Pension Fund, a qual é dominada pela EDP

8 017 335

1,5%

Total Imputável

26 707 335

5,0%

OLÍREN, SGPS, S.A.

Nº DE AÇÕES

% CAPITAL SOCIAL COM DIREITO DE VOTO

Diretamente

26 700 000

5,0%

Total Imputável

26 700 000

5,0%

RED ELÉCTRICA CORPORACIÓN, S.A.

Nº DE AÇÕES

% CAPITAL SOCIAL COM DIREITO DE VOTO

Diretamente

26 700 000

5,0%

Total Imputável

26 700 000

5,0%

FIDELIDADE COMPANHIA DE SEGUROS, S.A.3

Nº DE AÇÕES

% CAPITAL SOCIAL COM DIREITO DE VOTO

Diretamente

26 165 975

4,90%

Através da Via Directa – Companhia de Seguros, S.A., a qual é dominada pela Fidelidade

95 816

0,018%

Através da Companhia Portuguesa de Resseguros, S.A., a qual é dominada pela Fidelidade

30 000

0,006%

Através da Cares – Companhia de Seguros, S.A., a qual é dominada pelo acionista LongRun4

78 907,00

0,015%

Através da Multicare – Seguros de Saúde, S.A., a qual é dominada pelo acionista LongRun5

50 726,00

0,009%

Total Imputável

26 421 424

4,94%

EGF, GESTÃO E CONSULTORIA FINANCEIRA, S.A. (EGF)6

Nº DE AÇÕES

% CAPITAL SOCIAL COM DIREITO DE VOTO

Diretamente

5 809 991

1,09%

Através da Logofinance, S.A., a qual é dominada pela EGF

9 857 183

1,85%

Total Imputável

15 667 174

2,94%

II.8. Indicação sobre o número de ações e obrigações detidas por membros dos órgãos de administração e de fiscalização

Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 447.o do CSC, em particular o respetivo n.o 5, o número de ações detidas pelos membros dos órgãos de administração e de fiscalização da REN e pelas pessoas com estes relacionadas, nos termos do n.o 2 do referido artigo7, bem como todas as suas aquisições, onerações ou cessações de titularidade, por referência ao exercício de 2014, são como se segue:

COMISSÃO DE AUDITORIA

ONERAÇÕES

ALIENAÇÕES

Nº AÇÕES A 31.12.2014

José Luís Alvim - - 0 (zero)
José Frederico Jordão - - 0 (zero)

Aníbal Santos – indicado pela Parpública - Participações Públicas (SGPS), S.A.

- -

10 2508

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

AQUISIÇÕES

ONERAÇÕES

ALIENAÇÕES

Nº AÇÕES A 31.12.2014

Emílio Rui Vilar 10 000 - - 10 390
Gonçalo Morais Soares - - - 0 (zero)
João Faria Conceição - - - 500

Guangchao Zhu – representação da SGID

- - -

133 500 0009

Mengrong Cheng - - - 0 (zero)
Longhua Jiang - - - 0 (zero)
Hilal Al-Kharusi - - - 0 (zero)
Rodrigo Costa - - - 0 (zero)

Manuel Champalimaud – indicado pela Gestmin

- - -

31 326 95110

José Folgado Blanco – indicado pela Red Eléctrica Corporación, S.A.

- - -

26 700 00011

José Luís Arnaut - - - 0 (zero)

Francisco João Oliveira – indicado pela OLIREN, SGPS, S.A.

- - -

26 700 00012

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

AQUISIÇÕES

ONERAÇÕES

ALIENAÇÕES

Nº AÇÕES A 31.12.201413

Rui Cartaxo - - -

19 16214

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

AQUISIÇÕES

ONERAÇÕES

ALIENAÇÕES

Nº AÇÕES A 31.12.201415

Filipe de Botton (indicado pela EGF)
- - 963 493 44 056 173

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

AQUISIÇÕES

ONERAÇÕES

ALIENAÇÕES

Nº AÇÕES A 31.12.201416

Haibin Wan - - - 0 (zero)
Luís Amado - - - 0 (zero)

A 3 de abril de 2014, os membros dos órgãos de administração e de fiscalização da REN detinham as seguintes obrigações emitidas pela REN:

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

AQUISIÇÕES

ONERAÇÕES

ALIENAÇÕES

Nº AÇÕES A 31.12.201417

Rui Cartaxo - - - 1

Sem prejuízo do referido no quadro anterior, em 31 de dezembro de 2014, os membros dos órgãos de administração e de fiscalização da REN e as pessoas com estes relacionadas nos termos do n.o 2 do artigo 447.o do CSC não detinham quaisquer outras obrigações emitidas pela REN nem ações ou obrigações emitidas por sociedades com esta em relação de domínio ou de grupo, nem realizaram durante o ano de 2014 quaisquer outras transações relativamente àqueles valores mobiliários, em ambos os casos nos termos e para os efeitos do disposto no mencionado artigo 447.o 

II.9 Poderes especiais do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento do capital (art. 245.o-A, n.o 1, al. i), com indicação, quanto a estas, da data em que lhe foram atribuídos, prazo até ao qual aquela competência pode ser exercida, limite quantitativo máximo do aumento do capital social, montante já emitido ao abrigo da atribuição de poderes e modo de concretização dos poderes atribuídos 

O Conselho de Administração tem as competências e poderes que lhe são conferidos pelo CSC e pelo Contrato de Sociedade18 (vide resumo destas competências e poderes em II.21), pelo que o órgão de administração não dispõe de poderes especiais.

Em particular, no que respeita a deliberações de aumento de capital, salienta-se que o Contrato de Sociedade da REN não autoriza o Conselho de Administração a aumentar o capital social da sociedade.

II.10. Informação sobre a existência de relações significativas de natureza comercial entre os titulares de participações qualificadas e a sociedade 

Nos termos do regulamento interno sobre apreciação e controlo de transações com partes relacionadas19 e prevenção de situações de conflito de interesses20, são consideradas transações significativas com partes relacionadas aquelas que:

a)   consubstanciem uma compra e/ou venda de bens, uma prestação de serviços ou uma empreitada com um valor económico superior a um milhão de euros;
b)    consubstanciem uma aquisição ou alienação de participações sociais;
c)    impliquem novos empréstimos, financiamentos e subscrição de investimentos financeiros que representem um valor agregado anual de endividamento superior a cem milhões de euros, salvo quando se trate da mera renovação de situações já existentes ou de operações desenvolvidas no quadro de condições contratuais préexistentes;
d)    não se encontrando verificado nenhum dos critérios de materialidade previstos nas alíneas anteriores, (i) tenham um valor económico superior a um milhão de euros ou (ii) sejam consideradas relevantes para este efeito pelo órgão de administração, em virtude da sua natureza ou da sua especial suscetibilidade de configurar uma situação de conflito de interesses.

O Conselho de Administração encontra-se vinculado a submeter à apreciação prévia da Comissão de Auditoria as transações significativas com partes relacionadas (conceito que, nos termos daquele regulamento, inclui os titulares de participação qualificada nos termos do artigo 20.o do Código VM)21. Com efeito, as transações consideradas significativas estão sujeitas a parecer prévio da Comissão de Auditoria, enquanto as restantes estão sujeitas apenas a apreciação subsequente.

Por outro lado, nos termos do regulamento interno do Conselho de Administração, as transações com partes relacionadas cujo montante exceda 500 mil euros ou, independentemente do montante, qualquer transação que possa ser considerada como não sendo executada com base em condições de mercado são matéria não delegável na Comissão Executiva.

Atendendo aos critérios supramencionados – previstos no regulamento do Conselho de Administração e no regulamento interno sobre apreciação e controlo de transações com partes relacionadas e prevenção de situações de conflito de interesse –, durante o ano de 2014, verificaram-se seis transações comerciais significativas com partes relacionadas, as quais foram sujeitas a controlo prévio pela Comissão de Auditoria, conforme mais bem descrito infra em I.90.

    1 Cfr. alínea i) do n.o 2 do artigo 25.o do Decreto-Lei n.o 29/2006, de 15 de fevereiro (na sua redação atual), bem como alínea b) do n.o 3 do artigo 20.o-A e alínea h) do n.o 3 do artigo 21.o do Decreto-Lei n.o 30/2006, de 15 de fevereiro (na sua redação atual).

    2 Os direitos de voto inerentes às ações da REN detidas pela Gestmin são igualmente imputáveis a Manuel Carlos de Melo Champalimaud, detentor do controlo da Gestmin. 

    3 A Fidelidade – Companhia de Seguros, SA, é detida em 80% do seu capital social e dos seus direitos de voto pela LongRun Portugal, SGPS, SA (LongRun), a qual é por sua vez integralmente detida pela Millennium Gain Limited, que é detida a 100% pela Fosun Financial Holdings Limited, a qual é, por sua vez, detida a 100% pela Fosun International Limited. Em 11 de fevereiro de 2015, a Fidelidade informou a REN ter sido atingida uma participação de 5,008% no capital e direitos de voto da REN, nos termos descritos em: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/emit_part.cfm?num_ent=%24%21%24%3FT%23%40%20%20%0A

    4 LongRun detém, igualmente, 80% do capital da Cares – Companhia de Seguros, S.A..

    5 A LongRun detém, igualmente, 80% do capital social da Multicare – Seguros de Saúde, SA.

    6 Os direitos de voto inerentes às ações da REN detidas pela EGF são igualmente imputáveis à sociedade Nikky Investments, S.A., detentora da totalidade do capital da EGF e a Filipe Maurício de Botton, detentor do controlo da sociedade Nikky Investments, S.A.

    7 Compreende as ações dos membros do órgão de administração ou fiscalização da REN, assim como, se aplicável, (i) do cônjuge não separado judicialmente, seja qual for o regime matrimonial de bens; (ii) dos descendentes de menor idade; (iii) das pessoas em cujo nome as ações se encontrem, tendo sido adquiridas por conta do membro do órgão de administração ou fiscalização ou das pessoas referidas em (i) e (ii); e (iv) as pertencentes a sociedade de que o membro do órgão de administração ou fiscalização e as pessoas referidas em (i) e (ii) sejam sócios de responsabilidade ilimitada, exerçam a gerência ou cargos de administração ou fiscalização ou possuam, isoladamente ou em conjunto com pessoas referidas em (i) a (iii), pelo menos metade do capital social ou dos votos correspondentes a este.

    8 Compreende as seguintes ações: (i) 10 000 ações detidas diretamente e (ii) 250 ações detidas pelo cônjuge.

    9 Guangchao Zhu é presidente, CEO e membro do Conselho de Administração da SGID e Administrador da SGEL, que detêm uma participação qualificada correspondente a 133 500 000 ações da REN.

    10 Compreende 280 000 ações detidas diretamente e 31 046 951 ações detidas pela acionista Gestmin, as quais, em virtude do exercício da função de presidente do órgão de administração dessa sociedade e da detenção da maioria do respetivo capital social, lhe são imputáveis.

    11 Corresponde às ações detidas pela Red Eléctrica Corporación, S.A., as quais lhe são imputáveis para efeitos do artigo 447.o do CSC, em virtude do exercício do cargo de presidente do órgão de administração dessa sociedade.

    12 Corresponde às ações detidas pela Oliren, SGPS, S.A., as quais lhe são imputáveis para efeitos do artigo 447.o do CSC, em virtude do exercício do cargo de membro do órgão de administração dessa sociedade.

    13 Rui Cartaxo apresentou no dia 3 de março de 2014 a sua renúncia ao exercício de todas as funções na REN, tendo a Assembleia Geral eleito a 3 de abril de 2014, em sua substituição, Emílio Rui Vilar como novo Presidente do Conselho de Administração para a conclusão do mandato em curso (2012-2014).

    14 Compreende (i) 18 672 ações detidas diretamente e (ii) 490 ações detidas pelo cônjuge.

    15 'EGF – Gestão e Consultoria Financeira, S.A. e Filipe de Botton (indicado por aquela sociedade para exercer o cargo em nome próprio) comunicaram a sua renúncia ao cargo de vogal do Conselho de Administração no dia 21 de abril de 2014, tendo o Conselho de Administração deliberado em 8 de maio de 2014 a sua substituição, por cooptação, pela sociedade OLIREN, SGPS, S.A., a qual indicou Francisco João Oliveira para exercer o cargo em nome próprio. Tal cooptação será submetida a ratificação na próxima Assembleia Geral de Acionistas da REN.

    16 Haibin Wan e Luís Amado apresentaram a 16 de dezembro de 2014 as suas renúncias aos cargos de vogais do Conselho de Administração da REN, tendo o mesmo, no dia 17 de dezembro de 2014, deliberado proceder à sua substituição e cooptar Rodrigo Costa e Longhua Jiang, para o mandato do triénio em curso, 2012-2014. Tal cooptação será submetida a ratificação na próxima Assembleia Geral de Acionistas da REN.

    17 Rui Cartaxo apresentou no dia 3 de março de 2014 a sua renúncia ao exercício de todas as funções na REN, tendo a Assembleia Geral eleito a 3 de abril de 2014, em sua substituição, Emílio Rui Vilar como novo Presidente do Conselho de Administração, para a conclusão do mandato em curso (2012-2014).

    18 Cfr. artigo 15.o do Contrato de Sociedade e ainda artigo 3.o do regulamento do Conselho de Administração.

    19 A definição de parte relacionada nos termos deste regulamento inclui os titulares de participações qualificadas.

    20 Cfr. secção II, parágrafo I., p. 3.

    21 Cfr. secção III, p. 3 e secção VI, p.5.
Relatório 
Contas 2014
Uma fórmula de sucesso
Para navegar mais facilmente
Arraste para uma navegação livre
Utilize as setas na orientação que pretende
Menu para aceder a todos os capítulos
01
Mensagem do Presidente A melhoria da estrutura financeira da empresa foi reconhecida com a obtenção de uma notação de rating “investment grade” por parte da agência de notação financeira Moody’s.
02
Ren num relance A REN tem como atividade principal a Gestão de Sistemas de Transporte de Energia, marcando presença nas áreas da eletricidade e do gás natural.
03
Relatório
de Gestão
A excelência alcançada em Portugal gerou um conjunto único de capacidades que, somadas a uma eficiência operacional acima da média, abrem caminho a novas fronteiras de negócio internacionais. Expertise, experiência e performance numa fórmula com resultados positivos.
04
SUSTENTABILIDADE
5
CONTAS CONSOLIDADAS E INDIVIDUAIS
06
Governo
 Societário

Contacte-nos

Se desejar obter uma informação, formular um pedido, um comentário ou sugestão preencha o formulário. Seremos breves na resposta.

Contactos
GABINETE DE RELAÇÕES COM O INVESTIDOR

Ana Fernandes
(Diretora)

Alexandra Martins

Telma Mendes


REN - Redes Energéticas Nacionais, SGPS, S.A. Relações com o Investidor

Avenida dos Estados Unidos da América, 55 1749-061 LISBOA - Portugal

Telephone: 210 013 546 
Telefax: 210 013 150 
E-mail: ir@ren.pt

DIREÇÃO DE COMUNICAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

Margarida Ferreirinha
(Diretora)

REN - Redes Energéticas Nacionais, SGPS, S.A. Relações com o Investidor

Avenida dos Estados Unidos da América, 55 1749-061 LISBOA - Portugal

Telephone: 210 013 500 
Telefax: 210 013 150 
E-mail:  comunicacao@ren.pt

Glossário Financeiro
C

CAPEX

Capital expenditure (investimento, a custos totais, na aquisição ou melhoramento de ativos tangíveis e intangíveis)

D

DEBT TO EQUITY RATIO

Dívida líquida/capital próprio

DIVIDENDO POR AÇÃO

Dividendo ordinário/número total de ações

DÍVIDA LÍQUIDA

Dívida financeira de curto e longo prazo líquida de caixa e equivalentes de caixa, excluindo o efeito de instrumentos financeiros derivados

E

EBIT

Earnings before interest and taxes (resultado operacional)

EBITDA

Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization (resultado operacional, excluindo custos com amortizações/depreciações)

O

OPEX

Operational expenditure (gastos de operação e manutenção)

P

PAYOUT RATIO

Dividendos ordinários/resultado líquido

R

RAB

Regulated Asset Base (ativo líquido de amortizações e subsídios ao investimento líquido das respetivas amortizações das atividades reguladas)

RCCP

Rendibilidade Corrente dos Capitais Próprios

ROA

Rendibilidade do ativo

ROR

Rate of Return (taxa anual de remuneração de ativos regulados)

V

VAB

Valor acrescentado bruto

VOLUME DE NEGÓCIOS

Vendas e prestação de serviços

Glossário Técnico
A

AA1000APS

Accountability Principles Standard (2008)

 

AA1000AS

AccountAbility 1000 Assurance Standard - 2008

AAE

Avaliação Ambiental Estratégica

ACER

Agency for the Cooperation of Energy Regulators

ACT

Acordo Coletivo de Trabalho

AGC

Acordo de Gestão de Consumos de Gás Natural 

AIA

Avaliação de Impacte Ambiental

AIE

Agência Internacional de Energia

AP

Alta Pressão

APAI

Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes

APOM

Associação Portuguesa de Museologia

APS

Administração do Porto de Sines

AS 

Armazenagem Subterrânea

AT

Alta Tensão

B

BCE

Banco Central Europeu

BEI

Banco Europeu de Investimento

BV

Block Valve Station (Estação de válvula de seccionamento)

C

CAE

Contrato de Aquisição de Energia

CAM NC

Código de Rede dos Mecanismos de Atribuição de Capacidade

CCE

Conselho de Cooperação Económica

CDP

Carbon Disclosure Project

CEF

Mecanismo interligar a Europa

CELE

Comércio Europeu de Licenças de Emissão

CEO

Chief Executive Officer

CER

Certified Emissions Reductions

CESE

Contribuição Extraordinária para o Setor Elétrico

CFO

Chief Financial Officer

CGD

Caixa Geral de Depósitos

CIBIO

Research Center in Biodiversity and Genetic Resources

CIT

Contrato Individual de Trabalho

CMEC

Custos de Manutenção de Equilíbrio Contratual

CMVM

Comissão do Mercado de Valores Mobiliários

CO2

Dióxido de Carbono (gás com efeito de estufa)

COTEC Portugal

Associação Empresarial para a Inovação

CPP

Comité Paralímpico de Portugal

CSC

Código das Sociedades Comerciais

CTS

Custody Transfer Station (Estação de transferência de custódia)

CÓDIGO VM

Código dos Valores Mobiliários

D

DGEG

Direção Geral de Energia e Geologia

E

ECB

European Central Bank

ECSI

European Customer Satisfaction Index

EDP

Energias de Portugal, S.A.

EEGO

Entidade Emissora de Garantias de Origem de Cogeração

EGIG

European Gas pipeline Incident Data Group

ELECPOR

Associação Portuguesa das Empresas do Setor Elétrico

EM 

Estados membros

EMTN

Euro Medium Term Notes

ENF

Energia Não Fornecida

ENTOS-E

European Network of Transmission System Operators for Electricity

ENTSO-G

European Network of Transmission System Operators for Gas

EPIS

Empresários pela Inclusão Social

ERSE

Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos

ESOMAR

European Society for Opinion and Marketing Research Association

ESW-CBA

Energy System-Wide Cost-Benefit Analysis

ETS

Emissions Trading Scheme

EUA

European Unit Allowances

EUPORIAS

European Provision of Regional Impacts Assessments and Decadal Timescales

F

FCCN

Fundação para a Ciência e Tecnologia

FED

Reserva Federal dos Estados Unidos

FOSG

Friends of the Supergrid

FP7

7º Programa-Quadro da Comunidade Europeia de atividades em matéria de investigação, desenvolvimento tecnológico e demonstração

FSR

Florence School of Regulation

FÓRUM IGEN

Fórum de Empresas para a Igualdade do Género

G

GEE

Gases com efeito de estufa

GGS

Gestão Global do Sistema

GIE 

Gas Infrastructure Europe

GIIGNL

Group Internationale des Importateurs de Gas Naturel Liquéfie

GIS

Edifícios de Subestações Blindadas

GLE

Gas LNG Europe

GN

Gás natural

GNL

Gás natural liquefeito

GPPQ

Gabinete de Promoção do Programa Quadro de I&DT

GRI

Global Reporting Initiative

GRMS

Gas Regulating and Metering Station (Estação de regulação e medição de gás)

GSAD-AI

Governo da Sociedade Auditoria- Auditoria Interna

GTBI

Gas Transmission Benchmarking Initiative

GTG

Gestão Técnica Global

I

I&D

Investigação e Desenvolvimento

ICE

Intercontinental Exchange

ICETA

Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias e Agro-Alimentares da Universidade do Porto

ICJCT

Interconnection Junction Station (Estação de interligação em T)

IDI

Investigação, Desenvolvimento e Inovação

IFRS

Normas internacionais de relato financeiro

IGU

Independent Gasification Units

INERPA

Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas

INESC

Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores

IPCG

Instituto Português de Corporate Governance

IPIB

Índice de Preços Implícito no Produto Interno Bruto

IRC

Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas

ISAE 3000

INTERNATIONAL Standard on Assurance Engagements 3000

ISDA

International Swap and Derivatives Association

ISO

International Organization for Standardization 

ISPS

International Ship and Port Security Code

IST – Instituto Superior Técnico

Higher Technical Institute

ITELSA

Innovative Tools for Electrical System security within Large Areas

ITOMS

International Transmission Operations & Maintenance Study

IVA

Imposto sobre o Valor Acrescentado

J

JCT

Junction Station (Estação de junção para derivação)

K
KPI

Key Performance Indicator

L

LNEG

Laboratório Nacional de Energia e Geologia

M

MAIFI

Momentary Average Interruption Frequency Índex

MAT

Muito Alta Tensão

MBA

Master of Business Administration

MC

Market Committee

MEC

Ministério da Educação e Ciência

MEDGRID

Consórcio com o objetivo de promover o desenvolvimento das interligações elétricas entre o Norte, o Sul e o Este do Mediterrâneo

MERGE

Mobile Energy Resources for Grids of Electricity

METSO

Mediterranean Transmission System Operators

MIBEL

Mercado Ibérico de Eletricidade

MoDPEHS

Modular Development of a pan-European Electricity Highway System

Movement ECO

Companies Against Fires

MOVIMENTO ECO

Empresas Contra os Fogos

MT

Média Tensão

N

NATO

Organização do Tratado Atlântico Norte

NC TAR

Network Code Tariff

NS TAR

Código de Rede de Harmonização das Tarifas de Transmissão

O

OCDE

Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico

OECD

Organisation for Economic Co-operation and Development

OHSAS

Occupational Health and Safety Advisory Services

OMEL

Operador del Mercado Ibérico de Energía – Polo Español, S.A. [Spanish Cluster]

OMI

Operador do Mercado Ibérico de Energia

OMICLEAR

Sociedade de Compensação de Mercados de Energia, S.A.

OMIP

Operador do Mercado Ibérico de Energia (Pólo Português), S.A.

OPEC

Organização dos países Exportadores de Petróleo

OPV

Oferta Pública de Venda

ORT

Operadores da Rede de Transporte

P

PDIRGN

Plano de Desenvolvimento e Investimento da RNTIAT

PDIRT

Plano de Desenvolvimento e Investimento da RNT

PEGASE

Pan European Grid Advanced Simulation and state Estimation

PIB

Produto Interno Bruto

PIC

Projetos de Interesse Comum

PRE

Produtores em Regime Especial

Q

QAS

Qualidade, Ambiente e Segurança

QP

Quadro Permanente

QUERCUS

Associação Nacional de Conservação da Natureza

R
R&D

Research & Development

RECAPE

Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução

REE

Red Eléctrica de España

RENTELECOM

RENTELECOM – Comunicações, S.A.

RESP

Rede Elétrica de Serviço Público

RETGS

Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades

RNDGN

Rede Nacional de Distribuição de Gás Natural

RNT

Rede Nacional de Transporte de Energia Elétrica

RNTGN

Rede Nacional de Transporte de Gás Natural

RNTIAT

Rede Nacional de Transporte, Infraestruturas de Armazenamento e Terminais de GNL

RQS

Regulamento de Qualidade de Serviço

RTE

Reseau de Transport d’Electricité

RVCM

Remuneração Variável a Médio Prazo

RVCP

Remuneração Variável a Curto Prazo

S

S-GRI

South Gas Region Initiative (Plano de iniciativas para a zona sul da Europa)

S. A.

Sociedade Anónima

SAIDI

System Average Interruption Duration Índex

SAIFI

System Average Interruption Frequency Índex

SARI

System Average Restauration Índex

SE 

Subestação

SEE

Sistemas de Energia Elétrica

SEI

Sistema Elétrico Independente

SEN

Sistema Elétrico Nacional

SEP

Sistema Elétrico de Serviço Público

SEVESO

O Decreto-lei n.º 254/2007, de 12 de Julho, transpõe para o direito interno a Diretiva SEVESO II 2003/105/CE (que altera a Diretiva 96/82/CE do Conselho, de 9 de Dezembro), e reconfigura o regime de prevenção e controlo de acidentes graves que envolvem substâncias perigosas e limitação das suas consequências para o homem e o ambiente, revogando o Decreto-lei n.º 164/2001, de 23 de Maio e a Portaria n.º 193/2002, de 4 de Março.

SGCIE

Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia

SGNL

Sociedade Portuguesa de Gás Natural Liquefeito, S.A.

SGPS

Sociedade Gestora de Participações Sociais

SIFIDE

Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento

SNGN

Sistema Nacional de Gás Natural

SPF

Sociedade Portuguesa de Física

T

TEE

Atividade de Transporte de Energia Elétrica

TIE

Tempo de Interrupção Equivalente

TSO

Transmission System Operators

U

U.E.

União Europeia

UAG

Unidades Autónomas de Gaseificação

UGS

Tarifa de Uso Geral do Sistema

UMAD ONCOLÓGICA

Unidades Móveis de Apoio ao Domicílio

UNGC 

United Nations Global Compact

UR 

Unidades Remuneratórias

URT

Tarifa de Uso da Rede de Transporte

Unidades
B

bcm

109 metros cúbicos

C

cent

cêntimos de euro

CO2

dióxido de carbono

E

EUR

euro

G
GHz

Gigahertz

GJ

Gigajoule

GW

Gigawatt

GWh

Gigawatt/hora

K

k€

milhares de euros

km

quilómetro

kV

quilovolt

kWh

Kilowatt hour

M

m3

metro cúbico

m3(n)

metro cúbico normal (volume de gás medido a 0° celsius e à pressão de 1 atmosfera)

M€

milhões de euros

mEuros

milhares de euros

MVA

megavolt-ampere

Mvar

megavolt-ampere reativo

MW

megawatt

MWh

megawatt/hora

P

p.p.

pontos percentuais

S

s

segundo

T

t

tonelada

tcm

1012 metros cúbicos

tCO2eq

Tonelada equivalente de CO2

TWh

terawatt/hora

euro